Suponho que o primeiro post deva ser uma metalinguagem, a autoexplicação deste blogue que, se não evidente, deve ser evidenciada. Em plena Semana Santa, entre as datas que comemoramos os atos da solene ação litúrgica e a ressureição de Cristo, vivemos a celebração de um dos eventos mais importantes do cristianismo, a Páscoa. Não querendo entrar no mérito dos métodos divinos (mas já entrando), se quisera Deus provar seu amor e misericórdia pela humanidade, não teria bastado o perdão de todos os pecados em vez do sacrifício do seu próprio filho em nome dos pecados da humanidade e sua posterior ressurreição? Ou, em vez de expulsar Adão e Eva do Paraíso e criar um dilúvio devastador; expurgar o pecado original do ser humano?
Hemos de convir que pouparia muito trabalho à longo prazo, mas Deus age de formas misteriosas.
Não é uma prerrogativa somente dos moles e vagarosos de protelar o que pode ser protelável; também é, dos trabalhadores e trabalhadeiros, dos artífices e dos laboreiros. Nem todos acordam dispostos a arrumar a cama assim que acordam, partem direto para seus ofícios; nem todos estão dispostos a lavar suas louças assim que comem, lançam-se de volta às suas atividades. Não o fazem com o ânimo negligente de deixar visíveis seus rastros, mas com a consciência limpa de que posposta esta tarefa, mais tarde ela ainda será feita, ou contornada.
Me dou ao direito de protelar o anteposto. Paradoxal?
sábado, 3 de abril de 2010
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auhauhauhauh
ResponderExcluirserá realmente paradoxal este post debutante?
é uma questão que demanda muita atividade psiquica, e no momento estou meio cansado.
fica pra depois.